sábado, 26 de janeiro de 2008

Breve desabafo.


Como é possível uma pessoa fugir da inteligência? Para mim isso é inconcebível!
Certa vez, veio uma pessoa em minha casa, foi até meu quarto, viu minha estante de livros e disse: - “Eu odeio ler. Odeio livros.” Nem me dei o trabalho de responder.
Santa ignorância! Como pode?
Nossa juventude está alienada, fútil e ignorante. Ninguém mais se preocupa com o que vem de dentro, com sentimentos, com inteligência. Eles simplesmente não evoluem. E é lamentável saber que, infelizmente, esse é o futuro do Brasil.
Evoluam!
p.s.: para os alienados que não sabem, é Clarice Lispector na foto.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Ódio, hate, la haine.


Sim, foi difícil para ela admitir que sentia ódio dele. E mais difícil ainda, foi descobrir o motivo para tanto.Há sentimentos que ficam tão escondidos que ficam quase, inconscientes.
- “O veneno que eu tomo querendo que o outro morra...”
Era isso que ela fazia! Guardava todo aquele ódio para si, e acaba por ficar doente.
Nada pode ser mais autodestrutivo do que ódio reprimido, porque você vai, literalmente, se autodestruindo. Seja fisicamente ou psicologicamente.
Era realmente difícil para ela saber que sentia esse ódio, era difícil colocar para fora, era difícil, até mesmo, admiti-lo! Mas depois de saber que ele existe, te acabe apenas aceitá-lo e saber lidar da melhor forma possível com ele, sem autodestruição e sem destruição ao próximo.
Era difícil para ela admitir que o que ela não queria era perder o controle. Muitas vezes não se importaria de ficar sem vê-lo, mas querer o controle de tudo não a permitia ficar longe dele. Porém, ela quase nunca conseguia ter o controle de tudo. E isso só fazia ela ficar com mais ódio, mais ódio acumulado.
Porque era claro para ela que, com certeza, ele não conseguiria entender realmente o que ela sentia. Ele, com toda a certeza, diria que a entende (mas na verdade acharia aquilo tudo um tanto quanto complicado de entender, ou simplesmente acharia que é insegura. Porque é isso que ele sempre diz que é) e que não há motivo para ela ficar insegura.
Sim, por hora isso vai ficar guardado (mas consciente) e quando chegar o momento, em que ela mesma possa lidar bem com tudo isso, ela ira falar com ele. Enquanto isso ela ficará cuidando dos literais ferimentos que todo esse ódio causou.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

E ela se calou...


E ela se calou... Era incrível a habilidade que ela tinha em fazer os outros se sentirem culpados. Realmente ela sabia como fazer.
Nem sempre ela estava certa, mas sempre fazia alguém se sentir culpado.
Um vazio, uma falta de sentido e razão, iam tomando conta dela. Era difícil, até mesmo pra ela que sempre sabia o motivo de tudo, saber o porquê daquilo tudo.
A única coisa que ela tinha certeza era que, talvez, uma ausência de sentimentos estivessem a tomando. Algo de calor que existia dentro dela, dava lugar pra um vazio frio.
Estava confusa, a falta de certeza e estabilidade a atormentavam.
Nem mesmo para ela aquilo fazia sentido.
Em algum momento, em algum lugar, o sentimento começou a morrer. E quando começa a morrer, simplesmente morre. E nada se pode fazer.
As coisas mudaram de uma hora para outra, ela não podia entender. Talvez, todo aquele ódio inconsciente tivesse matando o amor consciente.
Não, não queria estar escrevendo essas palavras. Mas algo ter que ser exposto, e ela precisa tomar consciência disso, eu deixa morrer e vai imediatamente curá-lo. Este é o momento de fazer escolhas e de não agir por impulso.
Ela precisa desabafar, expor isto. Mesmo que seja para estranhos, mas somente os mais sensíveis saberão do que ela está falando. Afinal, nem ela tem certeza.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Serena e Blair




Bom, eu acho que amizade é a coisa mais complexa que existe. É a convergência de duas parte,sabe? É amor, compreenção, lealdade...

A coisa mais estranha do mundo, é você ter uma amiga que sabe tudo da sua vida, te conhece melhor que ninguém e agora vocês se cruzam no corredor da escola, e ambas se vêem mas fingem não terem se visto.

Antes você sabia até como era as lingeries dela e agora você nem faz idéia do que se passa na vida dela. Agora mal se falam, mal se vêem (ou fingem não ver), se comprimentam discretamente (isso quando se comprimentam). Isso porque até 3 meses atrás, uma, praticamente, morava na casa da outra, faziam tudo juntas e estavam sempre juntas.

Daí você chega na casa da sua avó e ela pergunta: - Cadê sua amiga? Ela nunca mais veio aqui. E você responde: - Ahh...ela tá por aí...

Às vezes olho fotografias antigas, ou lembro de alguma interna nossa... E é difícil não ficar triste, mesmo sabendo que foram nós mesmas que escolhemos nos distânciar. Sabe aqueles momentos em que você se sente só ou triste, e sabe que só ela poderia te alegrar? Ou lembra daquelas coisas que vocês faziam juntas e que só com ela é divertido? Pois é assim que me sinto.
É difícil pra mim admitir isso, mas eu sinto muito a sua falta.

O ano letivo acabou. E como ficam os planos que nós tinhamos feito para o próximo ano? Ainda por cima está chegando o Natal, que nós iria-mos (sem dúvida) fazer compras juntas. Ano Novo também está próximo, e nós (sem dúvida) passaria-mos juntas.

Realmente eu sinto sua falta. Eu te amo, minha irmã! Por mais que eu não queira demonstrar.

p.s.: Estava assistindo Gossip Girl, e o episódio me levou a escrever este texto porque Blair e Serena também haviam se distanciado. (episódio 4: Bad News Blair)






terça-feira, 27 de novembro de 2007

About me.



- Primeiro post aqui,então vamos lá.

Normalmente o primeiro post, é um About me e isso que eu vou fazer.
Pra começar, meu nome.Nathália.E posso me descrever em algumas palavras:
Blasé, seletiva (ao extremo), excêntrica, sensível e carinhosa (com os que merecem meu carinho).

- A definição mais romântica:
Como qualquer outra pessoa, sou minhas brincadeiras de infância, sou aquela Barbie abandonada em cima do guarda-roupas ou aquela velha balança no quintal, sou todo o mimo que me deram quando criança, sou os almoços de domingo em família, sou a pré-escola que eu estudei, sou meus amiguinhos de infância, sou meu primeiro beijo, meu primeiro amor, as pessoas com quem foi amiga até a quarta série, sou os livros que li, sou as músicas que ouvi, sou minhas manias e vícios, sou meus atuais amigos, sou meu namorado, e acima de tudo minha família.
Tudo isso fez e faz parte de mim, tudo isso é um fragmento do que eu sou.

- A definição mais seletiva:
A menina da piada interna e do junkie filosófico. A menina que em circunstância de ser muito seletiva, se tornou anti-social. E sem esquecer que, provavelmente, ela vai te analisar até tirar uma conclusão a seu respeito. E a cara de insuportável então? Ela é realmente seletiva e se você não tem nada a acrescentar, com certeza ela não vai ficar de sorrisos com você. E além de tudo, ela ainda ri da sua cara. Ela tem a melhor família do mundo, a que melhor a compreende. Ela tem o melhor namorado do mundo, o melhor companheiro para todos os momentos. E como se não bastasse, ela tem uns poucos amigos que são a imensidão de um oceano, amigos realmente leais.


Como deu pra perceber, independentemente das minhas descrições, eu não abro mão da minha família, do meu namorado e dos meus amigos. Porque são eles que sempre estão comigo e são com eles que eu me importo.



Bom, pra um about me já está ótimo.